sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Realmente vi que havia algo de errado com Esther quando...

Confesso que não gosto muito de filmes de terror ou suspense cujo assassino é uma criança, mas após ler críticas favoráveis sobre “A Órfã” no site http://www.bocadoinferno.com.br/, as quais diziam que o filme tem um final surpreendente (e eu realmente gosto de finais inesperados), resolvi locar “A Órfã” ontem. E recomendo.
A atmosfera tensa e algumas cenas do longa muitas vezes lembram filmes como “O Bebê de Rosemary”, “A Profecia” e até mesmo “O Anjo Malvado”. A atriz mirim Isabelle Furhman consegue convencer na pele da perversa e misteriosa Esther (apesar de que torci para que Esther desse uns bons tabefes na coleguinha de classe que a perturbava). Vera Farmiga, atriz que interpreta Kate, a mãe adotiva de Esther, também realizou uma atuação convincente, que faz com que o telespectador tenha compaixão e torça por ela, já que é a primeira a notar que há algo de errado com Esther e tenta alertar a todos à sua volta, mas sem sucesso é tachada de louca, inclusive pelo próprio marido.
Aliás, "Há algo de errado em Esther" é o slogan do filme e desde o começo tentei imaginar qual seria o segredo da diabólica órfã. Primeiramente pensei em algo óbvio, ou seja, que o filme copiaria a fórmula de "A Profecia" e que Esther seria uma criança discípula do capeta ou membra de uma seita satânica, já que estranhamente usava aquela coleira e se tornava agressiva cada vez que alguém tentava tirá-la. Depois passei a achar que era um plano do marido de Jane para deixá-la louca e que Esther era sua cúmplice. Se as minhas hipóteses estão certas ou erradas, prefiro não revelar caso alguém leia este texto e ainda não tenha visto o filme. Realmente vi que havia algo de errado com Esther quando esta quebra o próprio braço. 
"A Órfã" não entrou na minha lista de filmes de suspense favoritos, mas certamente não é um filme ruim, ao contrário, tem uma ótima direção, cenas cheias de tensão e suspense e um desfecho inesperado, então posso dizer que recomendo.

Um comentário:

Mônica. disse...

Relutei muito em assistir esse filme, mas foi uma grata surpresa! E eu realmente fui surpreendida pelo final que fez com que o filme se tornasse benquisto.